segunda-feira, 18 de julho de 2011

Apólices piratas


  Seguros ilegais causam prejuízo estimado em R$3 bilhões por ano ao setor.
Luciano Portal Santanna assumiu em junho a Superintendência de Seguros Privados (Susep) com a incumbência de olhar com mais cuidado o problema. "O assunto agora está na escala de prioridades e o nosso foco será a metodologia de combate às empresas que atuam de forma marginal", afirma o superintendente.
Basta acessar a internet para ver o tamanho da pirataria no setor. Diversos sites oferecem apólices que, na verdade, não estão de acordo com a legislação, o que é mais frequente nas modalidades de automóveis e serviços funerários.
"Eles são como um CD pirata: procuram ficar o mais próximo possível do original", diz a diretora executiva da Confederação Nacional das Empresas de Seguros (CNSeg), Solange Beatriz Mendes.
No entanto, se o consumidor estiver atento, vai perceber que o que está comprando não é um seguro. 
Dados divulgados pela Susep mostram que existem mais de 100 empresas operando atualmente à margem da lei. No mercado legal de seguros , são mais de 130 seguradoras. "Temos informações de que há inclusive empresas piratas estrangeiras, que atuam no segmento de saúde", afirma Solange. Essas empresas conquistam os clientes pelo bolso, já que conseguem oferecer um preço menor por não atenderem às exigências da autarquia do setor.
O novo superintendente da Susep recebeu a missão do ministro da Fazenda, Guido Mantega, de elaborar um plano de trabalho que deverá ser implantado nos próximos três anos. Nele, deve haver um espaço maior para o combate à venda da proteção veicular, que tira clientes das seguradoras, e para venda de seguros de vida por companhias que não estão instaladas no Brasil, que atendem principalmente as classes A e B e envolvem valores segurados elevados.

FONTE: BRASIL ECONÔMICO

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