De acordo com dados da EPTC, o crescimento dos casos é de 90%
Em dias de chuva, aumenta o número de carros particulares circulando nas ruas
e avenidas da Capital. E de acidentes também. A pista molhada, o excesso de
buracos e a imprudência dos motoristas são decisivos para ocorrência de
colisões, a maioria delas apenas com danos materiais.
Segundo a EPTC, o crescimento é de até 90%, comparado a um dia de tempo seco.
No dia 5, por exemplo, a EPTC registrou 28 acidentes no período da manhã. Em
dias de tempo seco, a média é de 15 colisões. Um acidente na hora do pico numa
avenida de fluxo intenso, como a Ipiranga, pode paralisar boa parte da cidade.
● Visibilidade diminui
O gerente da Central de Controle e Monitoramento da Mobilidade da EPTC,
Tarciso Kasper, acrescenta outros motivos para a incidência de batidas e
atropelamentos por falta de atenção ou imperícia do condutor: a visibilidade do
motorista diminui, os espelhos retrovisores ficam embaçados e nem todos os
carros têm o desembaçador de vidro traseiro.
– Além disto, alguns motoristas querem dirigir da mesma maneira quem em um
dia de tempo seco – critica Tarciso.
● Distância deve aumentar
Segundo o gerente, a distância mínima de segurança entre os carros deveria
passar de dez metros, em dias normais, para 30 metros, em dias de chuva. Tarciso
lembra que, em alguns casos, o artigo 176 do Código de Trânsito Brasileiro
assegura aos condutores envolvidos no acidente o poder de retirar o veículo da
via.
Mas, na maioria das vezes, eles preferem aguardar a presença dos agentes de
trânsito ou da Brigada Militar, causando um transtorno maior.
– Se uma das três faixas da Avenida Ipiranga, no sentido bairro- Centro, for
bloqueada na hora do pico causará um grande congestionamento, trancará
cruzamentos e o acesso por ruas laterais, além de provocar outros pequenos
acidentes – conclui Tarciso.
COMPARE: Em 5 de agosto, dia da chuvarada
● A EPTC registrou 82 acidentes ( 66 com danos materiais, 14 com vítimas com
ferimentos leves e dois atropelamentos)
● Somente das 6h ao meiodia, foram 28 colisões. Em dias de tempo seco, o
número de batidas varia de 15 a, no máximo, 20.
Fonte: Zero Hora
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