“É como se o indivíduo dirigisse de olhos fechados e, quando precisa reagir (frear ou desviar), não dá tempo”, diz o perito em acidentes Sérgio Ejzemberg.
Os entrevistados foram questionados se acham o hábito arriscado, 80% responderam que sim e um em cada três reconheceu que não faz nada para mudar.
Segundo o Diretor de Comunicação e Chefe do Departamento de Medicina de Tráfego Ocupacional da Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (ABRAMET), Dr. Dirceu Rodrigues Alves Junior, dirigir nestas condições é tão perigoso quanto dirigir embriagado. O Dr. Dirceu alerta que "existe um rebaixamento dos sentidos que precisam estar intactos na hora de dirigir:concentração, raciocínio, audição, visão e o tato, tudo isso está comprometido em quem tecla no celular ao volante e em quem dirige embriagado."
Segundo o órgão americano de segurança no trânsito, o NHTSA, ao teclar um simples “ok”, o motorista aumenta em 23,6% a chance de sofrer um acidente.
As atitudes preventivas ainda não fazem parte do cotidiano do brasileiro. “Nós não sabemos se é umvício, ou uma compulsão pelo celular, mas o que estamos percebendo é a utilização do celular desnecessariamente na direção veicular”, finaliza o Dr. Dirceu.
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