Este é mais um canal de comunicação entre a Maury Lobato e seus amigos, clientes e parceiros.
domingo, 22 de agosto de 2010
Falta de peças
O elevado ritmo de vendas de automóveis começa a trazer problemas para as seguradoras. Faltam peças e mão de obra para reposição, o que está alongando o tempo médio que os carros segurados permanecem nas oficinas e gerando reclamações dos clientes.
A questão já foi levada pela Confederação Nacional das Empresas de Seguros (CNSeg) à Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).
De acordo com as seguradoras estão faltando faróis, lanternas, para-choques, para-lamas e capôs, os itens mais demandados para reparos comuns. Mas também faltam componentes elétricos, eletrônicos e, principalmente, mão de obra especializada, o que leva os proprietários de automóveis avariados a dificuldades até mesmo para encontrar vaga para o carro na agenda das oficinas das redes conveniadas das seguradoras.
O setor automobilístico vem de dois anos e meio de "boom" de produção e vendas e mesmo com o fim do desconto do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) este ano, a produção continua alta.
"As montadoras estão tendo que direcionar a produção de peças para a linha de montagem, então falta para reposição", analisa Fernando Cheade, superintendente executivo da Bradesco Seguros.
Com dois milhões de automóveis segurados em carteira, a Bradesco informa que registrou um aumento de 40% a 50% no prazo médio de reparo dos automóveis, dependendo do modelo e do tamanho da avaria. Segundo Cheade, faltam peças e mão de obra até mesmo para as revisões periódicas dos veículos novos, além dos sinistros. "Hoje eu não consigo garantir o carro pronto no prazo que antes eu conseguia", diz o diretor. A Bradesco tem uma rede de 2,6 mil oficinas referenciadas e em geral 5% da base segurada utiliza os serviços da seguradora para solução de colisões.
Com 1,3 milhão de carros segurados, a Mapfre Brasil Seguros tem enfrentado problemas principalmente com carros importados, relata Jabis de Mendonça Alexandre, vice-presidente da área de automóveis da companhia.
Segundo o executivo, faltam não só peças de chaparia (para-lamas, laterais, portas, guarnições), mas também módulos elétricos e eletrônicos.
Fonte: Jornal Valor Econômico
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário